domingo, 31 de janeiro de 2010

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Palavras levemente pinceladas de sentimentalismo
Ganham, em meus fragilizados pensamentos,
Enorme peso
Sim, elas pesam
Fecho, então, os olhos, e as seguro
Não consigo não as agarrar!
Permaneço com elas, divago com elas
Analisamo-nos reciprocamente
Não há sequer um diálogo
Dói
Deveria desprender-me, mas não é possível
Elas me beliscam
E um Ai! surge no canto do olho
Resiste em vão, e despenca em forma de lágrima...
Tais palavras, então, esvaem-se
Tornam-se mais uma vez solúveis
Sei que voltarão, e doerá novamente
Mas o que fazer?
Pobres palavras, não têm culpa nenhuma.

(13.07.2007. No velho caderno.)

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