segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pharmácias.


60.000. Sessenta mil. E escrevo duas vezes mesmo, uma em numeral e uma por extenso, pro impacto ser maior. Esse é o número médio de farmácias que temos hoje em nosso país. Já pensou? É farmácia que não acaba mais, meu filho. Você já percebeu que nas grandes cidades brasileiras tem praticamente uma a cada quarteirão? Esse fato, a coisa de que cada vez mais se multiplicam as Pague Menos por aí, isso eu, assim como você, já sabia. Mas curiosamente, ontem, assistindo a uma entrevista da Marília Gabriela com o atual ministro da saúde, José Gomes Temporão, quase me assustei quando ele mencionou a tal quantidade. Me soou como se no sábado existissem umas parcas e pobres farmácias no país, e aí, como num passe de mágica, shazan, domingo lá estão 60.000 estabelecimentos vendedores de picanha, sorvete, Havaianas, chocolate, biscoito, brinquedo e até remédio, que eu quase esqueço.

Me parece que boa parte do povo brasileiro tá entrando na paranoia de tomar remédio a torto e a direito, o que é, a meu ver e na opinião do ministro, lamentável. Veja: aproximadamente 50% dos remédios do mundo inteiro são consumidos somente nos Estados Unidos, país cujo povo definitivamente não é referencial de saúde pra ninguém. Ou seja, tomar muito remédio não é indício de saúde, meu caro.

Em vários outros países por aí, as farmácias são efetivamente farmácias, e não essas lojas de vender sonhos. Tá lá um carinha no balcão e, por trás dele, remédios. Só remédios. A gente não precisa desse amontoado de farmácias cheias de técnicas de marketing aplicadas.

Remédio, eu só tomo em duas ocasiões: quando o médico manda (e pode crer que aí o negócio tá feio); e quando acordo com aquela ressaca. Bendito Engov.


Frase do dia:
"(...) compreendeu de leve que o segredo de uma boa velhice não é outra coisa senão um pacto honrado com a solidão."
Gabriel García Marquéz

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